Apresentação do número 3 da revista formação



APRESENTAÇÃO

Na apresentação do terceiro número da Revista Formação, do CAC – Coletivo Comunista Autogestionário, que é um número especial, buscamos sintetizar o Programa Comunista Autogestionário e abordar a questão do número especial.

O programa comunista autogestionário tem as seguintes características:

  1. Negação do bolchevismo, da social-democracia e reformismo, do pós-estruturalismo, do individualismo, dos partidos políticos, dos sindicatos, da democracia representativa e parlamentarismo, do Estado capitalista, do mercado e da produção de mercadorias, do capitalismo de Estado, salariato, do dinheiro,
  2. Afirmação da autogestão social, da autogestão das lutas operárias pela própria classe operária, da organização revolucionária, da necessidade da luta cotidiana contra o capital e o Estado.

O atual número é mais uma contribuição para se pensar concretamente aspectos relacionados a este programa. Este número é especial por ser o terceiro e que expressa a consolidação da revista, bem como o avanço intelectual do CAC e de suas posições na luta política atual. Nós discutimos, no atual número, um leque maior de questões do que os números anteriores. O objetivo da revista é apresentar textos didáticos e básicos e artigos de opinião dos integrantes do CAC e um ou outro texto complementar mais teórico ou programático. Logo, o objetivo fundamental é ser instrumento de divulgação e não de elaboração teórica, o que pode ocorrer excepcionalmente em um ou outro texto. A ideia aqui é a formação. E não qualquer formação, mas do ponto de vista do CAC.

O atual número, então, coloca as posições do CAC sobre governo e autogestão, em um texto de integrante do coletivo, e, além desta apresentação, um texto didático que expressa nossa posição sobre o estado capitalista. De forma complementar e no sentido de um número especial, dedicamos um texto ao famigerado natal, do teórico revolucionário[1] Nildo Viana, que possui posições próximas às nossas, e também o texto de um novo grande pensador revolucionário que é outro ponto de apoio para as atuais lutas que se iniciam no mundo atual, Nicos Zagorakis, refletindo justamente sobre o novo movimento revolucionário. Por fim, uma resenha do livro de Nildo Viana, A Consciência da História, de Cláudio Bueno, já que a questão do método também é importante e para não acusarem o CAC de pensar apenas em política e economia, pois a formação tem que ser geral, totalizante, como a dialética materialista. Sirvam-se e divulguem!!!


[1] E um revolucionário teórico, coisa rara por estas terras colonizadas e conservadoras, sem tradição revolucionária, com exceção do curto verão da anarquia por aqui no início do século XX.

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